O risco de negligenciar vacinas ” Panorama Farmacêutico – Imã de geladeira e Gráfica Mavicle-Promo

O sarampo, a rubéola, poliomielite, difteria: doença que há décadas não se manifestam em que os habitantes do Distrito Federal, formados graças à vacinação em massa da população. Esta realidade, no entanto, está seriamente ameaçada. Com as baixas anuais das coberturas vacinais, o grupo de infecções compromete-se a saúde pública. Em 2018, nenhuma das 11 vacinas incluídas no calendário infantil da capital federal alcançou mais de 85% do público-alvo. A recomendação mínima estipulada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), para manter a eliminação ou o controle dos vírus, é de 95% de cobertura.

 

Uma consequência real da diminuição de pessoas imunizadas é a volta de registros de sarampo no Brasil, o que ocasionou a perda do certificado de eliminação da doença, três anos após a concessão, por parte da Organização Pan-americana da Saúde (Opas/OMS). No ano passado, foram mais de 10,3 mil confirmações de pacientes com o vírus em 11 unidades da Federação, incluindo o DF, que teve um único caso importado. “O homem infectado veio de Manaus e, horas depois de pousar em Brasília, a fiscalização atuou para bloquear o vírus, o que garante que ninguém mais contraísse a doença”, garante a técnica de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do DF Fernanda tendes lido.

 

Apesar de que os últimos casos de sarampo que surgirem e detectados no DF datam de 1999, existe o risco iminente de que a doença volte. As percentagens de crianças que recebem as doses da tríplice viral — a vacina que previne o sarampo, a de cima e a rubéola — sofrem queda ano após ano. Em 2016, o 94,2% da população local foi vacinada. No ano seguinte, o índice diminuiu de quase 10 pontos, passando a 85,2%. A queda continuou em 2018, quando atingiu apenas 84,8% do público-alvo, e nos primeiros três meses do ano, a tendência ao declínio se confirma, com o registro de 79,1% do esperado.

 

A baixa aplicação da tríplice viral, que também tem relação direta com a repetição dos casos anteriormente no DF. De janeiro a abril, os números que duplicaram em relação ao mesmo período de 2018. Foram realizados 457 declarações neste ano, contra 222 nos primeiros quatro meses do ano anterior.

 

No caso da cobertura de vacinação contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, não é diferente. Em 2016, o número de crianças vacinadas no DF superava o esperado pela OMS: 97,5%. Atualmente, o espaço está em 78,6%. Dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus) revelam que, desde 2011, as vacinas contra a pólio, não alcançam a meta nacional.

 

Apesar de a doença estar no caminho da erradicação global, mas há registros de casos em países em guerra. “O mundo está cada vez mais globalizado e o Brasil acolhe pessoas de todos os países em conflito. Sem a vacina, ficamos suscetíveis a várias doenças já foram eliminados”, alerta Fernanda tendes lido.

 

A desinformação

 

A falsa percepção de que algumas vacinas não são necessárias, por conta da inexistência de casos recentes da doença é uma das principais inferências apontadas pela Secretaria de Saúde para explicar a baixa na vacinação da população do DF e também do Brasil. Acompanhada deste fator, também existe o esquecimento, a não priorização sob a alegação de falta de tempo, além de notícias de fala (leia Para saber mais), que acabam gerando medo ou dúvida sobre a eficácia da medida preventiva.

 

De acordo com o médico especialista em doenças infecciosas, Leandro Machado, esta cultura está presente entre os brasileiros coloca em xeque o que define a ser uma das principais conquistas da medicina no combate de doenças. “Informações totalmente infundadas como as de que as vacinas causam autismo, morte súbita ou de que não devem ser tomadas porque não há surtos acabam prejudicando a população como um todo. Isso porque, quando o público alvo é imunizar completamente, cria-se um bloqueio para o resto das pessoas. Se há um furo nesse esquema, muita gente sai prejudicada”, explica.

 

Quem vê claramente esse perigo é a professora Ana Bárbara de Lima, de 37 anos. Ela mantém em dia a caderneta de vacinação de seu filho Leonardo, 5, que teve que superar o medo da agulha. “Eu fiz um escândalo, mas foi rapidinho, e agora eu não vou ficar doente”, revela. Para a mãe, vale a pena convencer seu filho a levar a “picado”. “Por mais que seja possível que meus filhos nunca têm contato com o vírus ou que apresentem reações, prefiro saber que eu fiz a minha parte a correr o risco de que estejam realmente doentes por minha irresponsabilidade”, afirma.

 

Esta linha de raciocínio é seguida pelo advogado Marcelo Carneiro, de 39 anos, que levou os filhos de Arthur, 5, e Sabrina,12, para vacinarem. “Fomos atrás das recomendações médicas e vimos que seria melhor evitar”, diz.

 

A erradicação de

A única doença a ser erradicada no mundo, graças à vacinação é a varíola. O último diagnóstico foi feito em 1977 e, desde então, o vírus está extinto, existindo apenas em laboratórios autorizados.

Para saber mais

 

Sem fake news

 

Para combater as fake news que impedem a demanda da população de vacinação, o Ministério da Saúde conta com um número de WhatsApp para tirar qualquer dúvida e verificar a informação em relação à vacinação. As mensagens são apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente sobre se são verdade ou mentira. Qualquer cidadão pode enviar grátis mensagens com imagens ou textos que recebeu nas redes sociais para, assim, confirmar com a fonte oficial. O número é (61) 99289-4640.

A luta contra a gripe

A menos de três semanas para o final da Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe, o 54,3% da audiência do Distrito Federal é vacinar. A meta da Secretaria de Saúde é chegar a 90%.

Quem recebeu uma das 417.187 doses já aplicadas foi Angelyne, de 4 anos. Mesmo acompanhada da mãe, Ivanilde Costa, 39, e do pai, André da Silva, de 38, a menina parecia prescindir da ajuda. “Não chorou, e orgulha-se de ter preenchido mais de uma vacina no cartão”, diz a mãe.

O objetivo da campanha é reduzir os casos e complicações, que podem ser fatais. Até agora, a Secretaria de Saúde confirma oito mortes em decorrência da infecção. Devem comparecer aos postos de saúde de crianças menores de 5 anos, mulheres grávidas, mulheres até 45 dias depois do parto, idosos, pessoas com doenças crônicas, indígenas e trabalhadores na área de saúde, educação e segurança. É importante que este grupo recebe uma nova dose anual, já que a composição varia de acordo com o vírus circulante.

Fonte: Diário De Sevilha

Fonte: panoramafarmaceutico.com.br/2019/05/14/o-risco-de-negligencia-vacinas

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